quinta-feira, março 31, 2011

Who is Who em Itanhandú

Será que aquele cara que cantou marra sobre o Bigbiker 2011 em Itanhandú foi tão bem assim?

Aqui você comprova os tempos oficiais da galera de São José dos Campos, independente de categoria ou sexo, só o tempo para o percurso pró e o sport.





Se rolar para a direita e ver as categorias por idade, vai ver que idade conta mas nem tanto. Exemplo? Veja o Luiz Assunção, sub 50 e na frente de um monte de gente mais nova! Valeu Tiozão!!!

Valeu Eduardo Alemão, o Rato, que me passou a planilha original!

segunda-feira, março 28, 2011

Reunião com a Prefeitura na Câmara de Vereadores


A gente chama a turma para fazer Política com p maiúsculo e o pessoal acha que é politicagem. Ou então fica meio cético, com toda razão, diga-se de passagem.

Talvez por puro formalismo meu, ou por causa das aulas de Educação Moral e Cívica, no glorioso Colégio Militar de Manaus, tenho uma tendência a valorizar atos cívicos, como a Bicicletada & Reuniões com o Comando.

As vezes não se sabe direito quem comanda. É o Sarkozy? O Obama? A Rainha da Inglaterra? Outras vezes isso é bem claro. Na Cidade comanda o Prefeito e seus Secretários, que junto ao Legislativo tem um mandato do Povo.

Aí o cara vai dizer, nada disso, promete e não cumpre. OK, acontece, mas existem vários mecanismo no Estado de Direito para lembrar os membros do Executivo, do que é para eles fazerem.

Na verdade, o executivo inteligente está sempre se informando sobre o que o Pessoal, a Gente, quer. Em harmonia com o Legislativo existe aí a possibilidade de grande sinergia e ciclos virtuosos.

Foi isso que vi & gostei muito na Reunião chamada pelos Vereadores Cris, cyberfriend que eu conheci quando ele fez o TripBike & pelo Vereador Dié, que deu um super apoio ao TripBike 2011 via o super Coquinho.

Vou chamar todo mundo aqui pelo primeiro nome para simplificar. Vai faltar gente com certeza, estávamos em cerca de 60 pessoas bem representativas de diversos grupos do cicloativismo joseense, já peço desculpas antecipadamente.

Foi uma reunião formal, com um estilo bem informal e à vontade. Auditório excelente, com ótima acústica que permitia a qualquer um ser ouvido falando mesmo sem microfone. Parabéns para a platéia Civilizada.

O Secretário de Transportes Anderson expôs, diretamente a nós, que a Prefeitura de São José dos Campos definitivamente abraçou a Bicicleta como um "modal de transporte". Falou inclusive de prazos:



Quase bati palmas nessa hora.

Falou em Interligação das Ciclovias, outro ponto na nossa Agenda. Explicou como agora a Prefeitura tem uma turma própria, treinada & equipada para realizar obras de ciclovia continuamente. Isso evita a necessidade de contratação de serviço via edital para cada ciclovia a ser feita.

Ao longo da exposição o Secretário Anderson deixou a galera à vontade para interromper com perguntas e comentários. Destaco alguns aqui:

Ramiro, maior blogueiro de bicicleta de Sanja, comentou sobre os bairros afastados, com suas ciclovias ilhadas. A Prefeitura pretende sinalizar as passarelas para tráfego compartilhado. Nem ando muito para lá, fico meio cabreiro porque muitas bikes já foram roubadas em passarelas.

Gostei da Kika que começou declarando não ser anti-carro, que até tem um mas usa pouco. Ela levantou, reforçando o Ramiro, a questão do uso do Fundo do Vale e trechos do Anel Viário por bicicletas, até já falei aqui. O Secretário Anderson, explicou, e eu concordo, como é perigoso atravessar pelas alças de acesso, que são construídas justamente para os carros acelerarem ao entrar na via de 80 km/h. Ele se comprometeu a estudar uma solução de médio a longo prazo (máx. 5 anos) com um esquema de túnel ou passarela para atender essa demanda.

Semana passada o Secretário Anderson apresentou o plano cicloviário na CIESP. O convite partiu de iniciativa de um empresário nosso, Breno da Proshock, que inclusive comentou números impressionantes sobre a produção & uso de bicicletas no Brasil. Sobre o tamanho dessa indústria. Falou também em como a Indústria da Bicicleta está interessada em apoiar iniciativas para seus consumidores. Aqui cabe um parênteses, estava na Bicicletada com a família na véspera, para mim isso é uma credencial.

Vários outros falaram de diversos assuntos, da opinião de quem anda de bike sobre como é andar pela Cidade. Quem sumarizou muito bem, logo no começo, foi o Vereador Cris. Nosso Nobre Edil falou sobre como ficou impressionado com a realidade do trânsito de bicicleta pela cidade; depois que começou a pedalar prá valer.

Já ia me esquecendo, perguntei também sobre o meu bairro. Mais específicamente sobre o problema da armadilha para ciclistas no fim da Ciclovia que chega na Urbanova. Ela chega por um lado e a ciclofaixa é do outro, força atravessar a rua em um lugar onde os carros aceleram, perigosíssimo.

Quem acabou respondendo, e muito bem, foi o Vice Prefeito Luiz Antonio. Ele também anda de bicicleta no bairro e adiantou que já existe o projeto para adicionar um estrutura metálica à ponte na entrada da Urbanova.

Outra novidade é que a ciclofaixa da Mifumi vai ser trocada brevemente por uma ciclovia segregada, dependendo de licenciamento ambiental.

Tive que sair antes do fim da reunião, mas ao me despedir do Cris ele comentou que estuda propor legislação na Câmara sobre o assunto Bicicleta. Fiquem de olho.

Gostei da Reunião, Muito Obrigado a todos que participaram. Acho que é a sequência e a formalização de um diálogo que já vinha ocorrendo. Fico feliz em ver o Poder Público Municipal abraçando nossa causa.

terça-feira, março 22, 2011

6 Coisas MTB Sobre o PC



O computador que eu uso quase morreu outro dia. Ele as vezes dá umas travadas, mas dessa vez me assustou. Fiquei até um pouco triste.

Incrível a gente se apegar a um objeto. Vira sujeito. Para os índios tudo é sujeito. Na nossa cultura ocidental existe uma tendência a transformar tudo em objeto.

Um objeto que você usa muito volta a virar sujeito, como a coisa de dar nome às bikes.

Mesmo quando a pessoa adjetiva a bike ela já está a meio caminho de virar algo que alguns chamam de objeto cultural. Um arco, uma faca, um carro até um revólver ou um rolo de macarrão podem ser.

Esse PC já virou quase um museu de história natural. Entretanto o foco que eu queria dar aqui é no MTB. Realmente eu duvido que alguém queira sabe o porquê do Sponge Bob.

Vou tentar desconstruir, analisar alguns objetos que compõe com esse computador.

Listei 6 Coisas. Cada uma Alta Medicina &/ou Lembranças relacionadas com a bicicleta e a prática do mountain bike(ing) de verdade.

1 - Bico fino longo de câmara-de-ar MTB. Esqueça o bico grosso na trilha de terra. Válvula Schrader NÃO Presta.

2 - Bico fino curto.

3 - Pedaço da lanterna da motocicleta que o Osvaldo parou com o queixo. Recuperado numa perícia no dia seguinte lembra que a rapadura MTB é doce mas não é mole. Serve como argumento para o cicloativismo também na trilha. Mais de 90% dos percursos MTB de longa distância são por estradas rurais não pavimentadas & Se você quiser fazer um pedal "carbono zero" vai ter que fazer uma transição pelo asfalto da sua casa até a trilha.

4 - Gancho de plástico industrial indestrutível de elástico extensor que viajou milhares de quilômetros com o Bicicreteiro em seu Projeto Biomas. Quase ia para o lixo mas reparei que dava para remover o elástico e reaproveitar. Só depois me toquei que era um tremendo memento, uma lembrança de uma puta façanha biker. Coisa de Museu mesmo. Grande Medicina Cara-Pálida! Acho que ele que fez o computador ligar de novo na última. Ele e uma parada que eu aprendi com o Uri Geller. Na época desse filme a gente até fez funcionar uns relógios parados em casa!

5 - Chocalho de cobra cascavel, "amor nela não falta". Alguns anos a gente encontra várias, em outros poucas. Elas não gostam de chuva, tempo úmido, mas no friozinho seco adoram pegar um solzinho em pleno singletrack. Tinha três, me roubaram, com certeza para feitiçarias e coisas do gênero. Dizem que alguns violeiros gostam de ter uma dentro do instrumento. Usam para fazer percussão & otras cosas más. Essa específica foi esmagada por um ônibus do outro lado da Volta da Represa, entre as Meninas e as Irmãs, o Convento. Ocorreu d'eu passar logo depois, segurei-a pelo rabo, o corpo caiu e fiquei com o chocalho. Era para ser meu.

6 - Tampa de Bico Fino para MTB.

quarta-feira, março 16, 2011

Indo pro Trampo em Sanja

De Carro:



De Bicicleta:

terça-feira, março 15, 2011

Diário Bike

Direto de Feira de Santana um mountain biker, Neydson Eloy, montou uma super ferramenta agregadora de notícias #vadebike e +.

Ainda nem entendi direito como funciona. É uma espécie de jornal composto automaticamente por posts no tuíter. O Diário Bike. Os autores são pessoas em lista que ele montou. A forma que seleciona o que se fala tem a ver com #tags e links, acho.

Bem legalzinho. Uma ótima pedida para ficar de olho no que acontece, sem ter que entrar no tuíter & em um formato menos confuso. Resume o blábláblá, ou tuitar muito intenso, só no que interessa ao mundo biker. Foco no cicloativismo.

Checa aí:

segunda-feira, março 14, 2011

Pedalada Pelada

Mantendo a tradição, pessoal de Sampa mandando ver mais uma Pedalada Pelada. No tuíter procure a tag #wnbr , acrônimo de World Naked Bike Ride, numa tradução livre Pedal Mundial Pelado.



Me cobraram organizar um aqui em Sanja, vai vendo. Se nem a Bicicletada decola espontâneamente, imagina chamar a galera prá pedalar pelado. Por enquanto vou ficando bem vestido.



Talvez um Pedal Universal de Sunga? Ficava um acrônimo mais bonito se fosse Biquíni, PUB , mas muito otimismo. As meninas daqui prá tomar coragem pegam o bondão para Sampa, usam máscara e pagam só peitinho me contou o super Pedalante :) Ah, o Universal é para poder chamar galera até de outras galáxias!

quinta-feira, março 10, 2011

Construindo Trilha em Sanja



Olha onde os caras se enfurnaram, mandaram bem no trail building!

Outro dia passei por ali. Vi logo que era coisa au-montem...

Filminho da hora André, nada como ficar de molho para colocar em dia a produção artística ein?

sexta-feira, março 04, 2011

Bicicleta, uma forma de conhecer as pessoas


As únicas pessoas que eu respeito de verdade no meio do cicloativismo & do MTB em geral, são aquelas com as quais eu já pedalei. Calma se eu nunca pedalei com você. Eu também te respeito. Mas não muito, em excesso, como dizer, ahn com amor.... Isso! Tem a ver com amor.

Falo aqui de pedais de verdade, de três horas para cima. Porque 3? Além de número altamente cabalístico & belíssimo matemáticamente, porque é tempo suficiente para sentir qual é a do cara sob pressão.

Quanto mais pedais melhor, ou pior, nenhum método é infalível.

No exercício de conviver com as diferenças que é um pedal longo, as semelhanças afloram. A tão propalada, usada, repetida e não exercida União, note que aqui não falo de açúcar, falo da união que faz a foRça, misterioso agente do comportamento em massa, ou mesmo em pequenos grupos, AFLORA na semelhança.

Algumas vezes eu penso que não sou semelhante a ninguém; vide quantos pedais solos eu faço. Praga do Schreck, aquele desgraçado!

Até no pedal existem as diferenças. As pessoas pedalam mais ou menos que a gente. O pedalar em grupo força a uma sintonia, um ritmo. A gente se conhece melhor. Quanto mais extremo ou mesmo beirando o épico, melhor para conhecer os outros.

Muitas vezes você pedala em grupo e acaba fazendo um pedal solo. Começo do ano agora pedalei solo com cerca de 1200 pessoas. Tá, novecentas, quem subiu no cata-corno não conta. Fui sozinho, foi ótimo, Zen demais. Quanto mais extremo ou mesmo beirando o épico, melhor para se conhecer.

Cara, me perdi no argumento, noutro texto quem sabe eu chego lá sem ser processado.

Talvez nesse outro texto eu fale de quem usa da desgraça alheia para avançar um iniciativa comercial. É, isso está acontecendo aqui e agora. Talvez não; quem faz isso vai para o InfeRno mesmo...

A gente se encontra lá! No outro texto. Porra! Você pensou que eu acho que você vai para o inferno?! Que nada você vai para o Céu!

terça-feira, março 01, 2011

O Resgate do Soldado Pasqua


Acordo seis horas. Faço um latte espresso para empurrar um cuscus. Pego no tranco.

Anteontem de quatro, dois desistem. Um me convence com um email oficial, outro, mantem seu padrão, inventa uma desculpa esfarrapada.

Estou animado, pelo menos, dois confirmam!

Saio de boa, paro na padaria 9 de Julho, just in case. Vale a pena, troco uma idéia com o Gutão que aparece, pecado imperdoável, de carro. Aviso que vou dar um couro virtual nele e no Rafael. O tempo deles é 2 horas e 40 minutos, de Santana até o Leite na Pista.

Paro depois na Rainha do Vale. Lá duas putas agitam um programa de fim de noite, sem sucesso. Nada do Louquinho. Vai se juntar com louco. Ainda gasto uns créditos, futilmente.

Estou alegre, não arrasto âncora.

Caio na trilha. Um tirinho passa o Luso, logo entro em Caçapava, cruzo um bairrinho e chego na SP123. Paro no Leite na Pista, 2 horas e 21 minutos, sem forçar.

Espero até as 3 da tarde & decido ir embora. Entre bravo & preocupado. Existe sempre possibilidade de um acidente com o Bicicreteiro & os dois que o acompanham.

Volto alguns quilômetros, recebo telefonema do André Pasqualini. Chegam em Campos do Jordão. Almoçam & descem.

Surpresos pela altimetria das Terras Altas da Mantiqueira, o novo e.t.a. é "a noite". Digo que vou embora e vou.

Alguns quilômetros depois caio na real. Estou aqui, pego os caras. Desatinado, volto para subir a serra.

Subo e só percebo que acabou a água na sp123. Pessoal do Posto da Polícia Militar Rodoviária dá 2 litros de água filtrada.

Subo mais um pouco a Serra em direção a Campos do Jordão. Paro em frente a um lugar que vende vaso. Lubrifico a corrente, boa desculpa para respirar um pouco. Vejo o trânsito que não para. Carros, carrinhos, caminhões, caminhõezinhos. Respiro o cheiro de óleo diesel & gasolina.

Subo até perto do primeiro túnel. Onde estão esses caras? Ali fico até começar a escurecer, decido retornar ao Posto da Polícia Rodoviária.

Longa espera. Subitamente pintam os três, grito, André! Quase passam batidos. Poxa meu, emocionante! Abraços, apertos de mão e apresentações entre cyberfriends. Virtual para o Real.

Tocamos o processo. Tudo escuro. Inevitáveis buracos no acostamento. Dou bobeira conversando, quase caio. Toureio a Pimentinha.

Pegamos a trilha MTB, altimetria bem mais suave que a Dutra apesar de um pouco mais longa.

Daí em diante só tranquilidade. Estrada rural, cheiro de bosta, aquele esquema. Cansaço tranquilo. Luz de Estrelas.

Sem Catai vampirizo claridade.

Do nada, quase em Caçapava surge uma lancha velha. Parece uma caravan, vem em cima de mim, abrindo na curva. Acho que nem me vê. Os meninos vem atrás, gritam com o cara. Ele para! Eu, comigo mesmo, Fudeu! Ali é área deflagrada, território de facções mutantes radioativas!

O monstrorista filho-da-puta vai embora xingando.

Chegada lenta em São José dos Campos. A visão do Habib's todo iluminado é demais para a turma, preferem deixar a massa no Mezzanino prá outra. Tento levar os caras lá Pedrão! Acabamos caindo no oásis da fast-food relativamente barata. Tomo dois sucos de acerola. Caros.

Rapazeada come esfiha até morrer. Até charutos, bem diferentes dos que o Kadafi come em Trípoli, enquanto comanda massacres, São enviados pra dentro.

Meu mau-humor-de-fim-de-pedal passa, fica só o enjôo.

Totalizo 160 km, 1500 metros de ascensão. Recorde pessoal em um dia.

Saldo: Excelente pedal, altos papos, gostei muito!

Voltem Sempre!!! Seguimos FiRme na Boa Luta! Do Vale do Progresso para o Estado, para o Brasil, para o Mundo e por que não, para o Universo! Principalmente depois de 2012 quando o Mundo Acaba! Você está ligado, né? Reserve sua vaga já no disco voador!

GODspeed!!!


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