segunda-feira, julho 30, 2012

BK-Lub testado por Tom Bike


Se você conhece o vídeo Performance, verdadeira Equação Unificadora do Ciclismo, sabe da importância dos versos "I pump my tires and I oil my chain".

Traduzindo: pressão certa nos pneus e uma corrente bem lubrificada é o mínimo & uma grande parte do que você precisa para um bom desempenho na sua bike.

Foi então, com muita satisfação, que recebi proposta da FBS Lubrificantes para testar seu lubrificante específico para bicicletas o BK-Lub:

"Tom Bike, vimos suas matérias sobre lubrificante de alto desempenho para mountain bike e gostaríamos de saber sobre a possibilidade de um teste com nosso produto BK-Lub. É um lubrificante sintético para correntes de bicicleta. Se você quiser, podemos lhe enviar o BK-Lub para testes."

Note que nem sou especialista nisso, sou especialista em pedalar né? Mas, gosto de discutir como faço & o que eu procuro num lube desses. Segundo o Departamento Técnico da FBS me informou, o BK-Lub não é realmente “molhado”, é adequado para longos percursos e pode ser utilizado na chuva. Ele é a base de um óleo sintético & P.T.F.E., politetrafluoretileno, nome genérico do teflon. Diz aqui que o PTFE tem um dos mais baixos coeficientes de fricção contra qualquer sólido!

O teste que fiz com o BK-Lub foi de uso prático. Apliquei de acordo com as instruções e rodei na trilha. Aqui e nos vídeos, comento sobre o desempenho do mesmo.



Testei anteontem e ontem ao longo de 9 km de singletrack & um percurso de 42 km de estradão. Pedal local, conhecido como Volta do Bóia (mapa no link).



Gostei do lubrificante em condições reais na trilha. Já na aplicação notei que o lubrificante tem cheiro neutro e realmente não "mela". Depois de retirar o excesso, passo muito importante na aplicação, fica seco ao toque.

Vincícius, da FBS, me informou que o Departamento Técnico está desenvolvendo uma nova versão do BK-Lub. Possivelmente terá o nome BK-Lub Dry ou Seco. Tão logo o novo lubrificante seco comece a ser produzido, promete enviar algumas amostras para teste & sorteio entre os leitores.

Estamos aguardando! :)

p.s. Declaração: Este teste foi feito de boa fé. Não recebi nada da empresa, além da amostra do produto.

terça-feira, julho 24, 2012

Itamonte Fragária Mauá pela Trilha MTB mais alta do Brasil

Foram dois dias bem intensos. Guto tinha proposto esse pedal faz quase dois anos. Logo de cara vi que era pedreira e haveria dificuldade na navegação do trecho inicial, por dentro do Parque Nacional do Itatiaia, se não levasse o vetor no GPS.

Existem várias estradas entre essas cidades, para carros, onde passa a tal volta dos 80. Percurso de cavalgada. Esse trecho de mata fechada, fiz o vetor interpretando a imagem de satélite no Google Earth. Baseado no mapinha que vem junto com a planilha do Guia da Mantiqueira, que o Guto comprou na banca de revista do aeroporto. Veja o mapa para entender a dificuldade:


Visualizar Itamonte Fragária Visconde de Mauá MTB em um mapa maior

Dividimos o pedal em dois trechos de 30 e 65 km. + ou - 1500m de ascensão em cada, totalizando 3000 m. Para você avaliar, a Subida da Casinha tem 300 m de ascensão.


É um pedal bem difícil, não existe margem para erros. Só deve ir quem sabe o que está fazendo, se ficar lá pelo meio, nem os bombeiros tiram de lá. Em toda a parte de singletrack, mais ou menos cinco horas de pedal, só 3 motoqueiros nos passaram.


A trilha é um antigo caminho de tropeiros, com as motos passando ela está bem encravada no chão. Em alguns lugares mais de meio metro, ou seja, muito empurra bike e também muito carrega bike.


Se todos estiverem bem preparados, dá para fazer numas 5 horas o primeiro dia.

Depois a altimetria alivia. De Mirantão a Visconde de Mauá é tranquilo.







Super pedal que eu recomendo muito.

Uma ótima pedida de pouso em Fragária é a pousada http://www.fragaria.com.br/.

O jantar é incluído, bem servido & delicioso. Recomendo!